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21 de setembro de 2010

Deus, obrigada por me manter viva!

Ao acaso alguém pensa que estar vivo depende unicamente de nós? Acho que devemos pensar melhor.
O meu dia começa às 4:30h da manhã, quando acordo para ir ao estágio. Saio da minha residência às 6:00h da manhã para chegar lá às 7:00h. O que isso importa?
O trajeto que faço até chegar lá é um martírio, porém não reclamo, gosto muito do meu estágio e faço a viagem na maior “tranquilidade”. Ouço música, converso com um e outro no ônibus, enfim, tudo o que for possível para tornar a viagem menos desagradável, sem contar com uns cochilos durante o caminho quando dá pra sentar.
Exatamente! Quando dá para sentar. Na maioria das vezes vou em pé, mas isso não é nada, a maior parte dos passageiros também vai. Em um ônibus que devia conter em média 37 pessoas sentadas e 16 em pé, leva por volta de 40 sentados e 60 em pé, isso significa imprudência, estão pondo em risco 100 vidas.
“Tudo muito bom, tudo muito bem”, afinal tudo isso é normal, então chego ao meu destino, saturada, mas renovando as energias para executar o meu trabalho. Hora da saída, é a hora mais famosa e menos aguardada do dia, 12:00h, o horário do... Achou que era do almoço? Não! É o horário do congestionamento, da loucura, o horário de pique. E lá vou eu, mais uma vez, viajar até a minha casa no mesmo ritmo de sempre: MPB.
Hoje foi diferente. Ao som da MPB, no meio do engarrafamento, eu cochilava no ônibus. Estava sentada bem na janela, do lado direito do veículo. Escutando a minha música, o berro do motorista, a buzina do caminhão, o solavanco da freada ultrapassaram a canção e acabaram me acordando em um grande susto, que ainda sim, fora menor do que ao tomar consciência do que havia ocorrido a milésimos de segundos atrás.
A frente do caminhão que vinha na transversal da avenida estava a menos de um palmo da minha janela. Por muito pouco o caminhão não colidiu com a lateral do ônibus, justamente onde eu estava. Não vi nada, não senti nada, apenas abri os olhos e vi o caminhão. O motorista do ônibus estava do lado de fora discutindo com o condutor do caminhão, as pessoas todas com os rostos do lado de fora de suas janelas para ver a confusão.
Eu estava apática, não tinha reação alguma, havia escapado da morte por muito pouco. Agora sei que naquele momento não foi sorte, não foram os bons pensamentos ou qualquer coisa que queiram dizer. Quem me salvou foi Deus, Ele entrou na frente do caminhão e o parou com seus braços.
Posso ser cética o bastante, mas nunca duvidei de que Deus agisse em nosso favor e sei que por interseção de nossa mãezinha – Nossa Senhora, mãe de Jesus - Ele nos protege o tempo todo, nós é que não vemos ou reconhecemos Ele nos guiando em todo o caminho.
Acha que a história acabou aí? Também não. O motorista do ônibus ainda teve a idéia “maravilhosa” de fazer pirraça com o condutor do caminhão, ele “bateu racha” e fez ultrapassagem perigosa até pegarem caminhos diferentes.
Tudo isso é sinal de imprudência, violência, falta de controle emocional no trânsito, que é resultado da má gestão dos transportes públicos em Salvador. Você deve pensar, “ah isso é normal, acontece em todo lugar”, mas não é para acontecer! Vamos cobrar de quem pode resolver. São milhões de vidas que correm risco, não é só a minha ou a sua não!
Que Deus te proteja!

8 de setembro de 2010

Reconhecendo a Améria Latina

Sei que já é bastante passado, mas não podia deixar de falar sobre o Policom, o Congresso de Comunicação Social e Políticas Culturais. O evento acadêmico já está em sua 3ª edição, teve como tema das mesas de discussão Novos Olhares sobre a América Latina e, as palestras e debates ocorreram de 25 a 27 de agosto.
Durante o Policom, estudantes, professores e convidados, puderam aprender bastante com o ambiente de interação proporcionado. Logo na abertura, mediada por Derval Gramacho – coordenador do curso de comunicação da faculdade –, houve uma mesa de discussão sobre os conceitos de identidade e cultura latinoamericanos. Os cineastas convidados Natália Rueda e Paulo Alcântara fizeram uma mostra de suas produções cinematográficas que apontavam fatores do preconceito sofrido em cada um de seus países em detrimento de suas identidades culturais e da importância de se fazer cinema, de como isso pode influenciar para a formação de indivíduo. Em contra ponto, a psicanalista e cinéfila Marcela Antelo, afirmou que ideal seria se utilizássemos a política e o cinema para nos livrarmos dos rótulos, ela discorda da idéia de reforçar a identidade. Isso foi somente o primeiro dia.
Nos dias seguintes, muitas mesas e palestras ocorreram sempre de acordo com o tema do Policom. Como exemplo, destaco a discussão sobre o documentário na América Latina, que ocorreu no miniauditório Agenor Cefas Jatobá e que teve a presença ilustre de Eryk Rocha, que como seu pai Glauber, nome importantíssimo na história do cinema brasileiro, seguiu o oficio de cineasta. Ele, dentre suas explanações nos apresentou o seu filme, “Pachamama”. Já no fechamento do Policom, com a presença de Felipe Ramos, professor e sociólogo da Iniciativa Ufba Latina (INULAT), o assunto principal foram os conflitos no continente da América do Sul e a necessidade de criação de uma nova cultura.
Nesse Policom, pudemos, realmente, observar a nossa América Latina com novos olhos, na verdade acabamos reconhecendo a América em que vivemos.