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30 de agosto de 2010

Fonte da Juventude

A fonte era "Nova", mas já tinha cinqüenta e nove anos de muita história para contar. Grandes campeonatos carregados de oitenta mil emoções. Pena que nenhuma delas pertenceu aos nossos governantes de todo esse tempo, negligenciaram o que estava iminente.

Nunca freqüentei o estádio Otávio Mangabeira, nem ao menos me interessei em visitá-lo. Entretanto, enquanto lia a notícia sobre a implosão da “Fonte Nova”, vi o meu avô, torcedor do Vitória, relembrar o tempo em que o estádio fora construído, o dia da inauguração, quando ele entrou pela primeira vez no Otávio Mangabeira. Meu pai, também torcedor do Vitória, começou a contar quantas vezes foi ao estádio. Então pensei em quantos baianos estavam naquele momento recordando suas passagens pela “Fonte”, meu primo, tricolor fervoroso, com certeza estava na frente do Dique do Tororó junto a milhares de torcedores chorando pelo lar do Esporte Clube Bahia. É verdade, todos com tantas memórias de um tempo tão atual e eu aqui somente observando as sofredoras despedidas deles. Enterneci-me com tanta emoção e choro de todos.

Porém diante de tudo isso, não podia deixar de pensar que o estádio Otávio Mangabeira foi implodido pelo simples fato de que em um domingo de 2007, parte da arquibancada caiu e acidentou fatalmente sete pessoas além de tantos outros feridos. Que fim de jogo não? A Fonte Nova já estava precisando passar por um rejuvenescimento. O que preocupa é qual será o gasto de verba com isso, tomando como referência o metrô de salvador que até hoje não existe. Com a Fonte Nova será diferente somente pela vontade de sediarmos a abertura da Copa do Mundo 2014. Só espero que a Fonte da Juventude traga tantas memórias para os jovens torcedores quanto a Fonte Nova trouxe para os baianos.

22 de agosto de 2010

É quando pensamos que tudo acabou...

Quem já passou pelo bairro 2 de Julho, a praça da Piedade e a avenida Sete de Setembro, não preciso dizer que são lugares muito movimentados em Salvador. Contudo, aos sábados, principalmente à noite, o ambiente fica completamente ermo. Passava por lá quando fui tomada por uma multidão, prontamente pensei: “passeata política”, algo que naquele momento não me pareceu agradável, “coisa mais fora de hora, logo agora que vou pegar o ônibus para voltar para casa”. Entretanto, quando me dei conta, não se tratava de uma manifestação política, mas sim dos vinte e um anos de morte de Raul Seixas. Por um momento, até me distraí enquanto tentava chegar ao ponto de ônibus. Porém – e também por sorte, – rapidamente peguei a minha condução, antes que a passeata viesse interromper as vias de acesso ao bairro que resido. Durante o percurso até minha casa, foi que se deu o ápice da minha reflexão sobre o assunto que até aquele momento pouco importava. Quando distraída pensava nos devotos do “Maluco Beleza”, uma mulher me chamou a atenção, possuía em suas vestes muitos adesivos da candidata à presidência Marina. Ela conversava com cada passageiro do ônibus falando de propostas e política, defendia fervorosamente sua candidata. Nada tenho contra Raul Seixas ou em defesa de Marina, mas em tempos de eleições se fazer uma passeata que em nada defende direitos do cidadão ou deveres dos candidatos, soa no mínimo como falta de importância com os próprios direitos. É evidente que não é somente em tempos como estes que devemos nos mobilizar por essa causa, porém é o momento oportuno para que se obtenha alguma atenção. Foi quando pensei que tudo havia acabado que pude observar atônita, na sessão Últimas do jornal A Tarde a notícia sobre a homenagem dos fãs. E você, pensa que acabou?

11 de agosto de 2010

Reflexão sobre mídia e educação

Antes de conhecerem a minha opinião, vizualizem o texto clicando aqui.

Na verdade o que se questiona em “A revolução sem maquinetas” – texto de Alberto Dines, postado no dia 03 de agosto de 2010, no site Observatório da Imprensa – é se todo o avanço proveniente de novas tecnologias de comunicação é capaz de cooperar com a formação e educação, para que a sociedade tenha consciência e informação suficiente para debater assuntos que a envolvam, para que possam participar das decisões de seu país. Esse processo tem demonstrado que esses meios podem contribuir tanto para o conhecimento e informação, quanto para a alienação. Depende da forma como os meios de comunicação estão sendo utilizados. Nota-se que Jornal, Rádio e Televisão começam a se apresentar cada dia mais superficiais para acompanharem o ritmo imediatista da sociedade e a falta de tempo de todos e, também, aqueles que não têm o hábito de leitura. Com esta situação deduz-se que com a concorrência surgida a partir da internet, os outros meios procuram se adequar a ela, na tentativa de firmar posição. Porém, os novos meios midiáticos têm a capacidade de fundir texto, áudio e imagem, com a possibilidade de intercâmbio em tempo real, como se diz por aí. Assim, não é possível saber, por exemplo, o futuro dos meios impressos.